Rondônia: Caminhoneiros reconhecem que também correm riscos em posto fiscal da Capital

A Avenida Lauro Sodré, em Porto Velho,Rondônia, no sentido Aeroporto, ficou intransitável na manhã desta segunda-feira (16). Uma imensa fila de caminhões de carga se formou  no trecho entre a sede do Incra e o Parque Circuito (na entrada do Bairro Nacional). O motivo foi a suspensão dos serviços  fiscais no Posto Fazendário Belmont, decorrente de ato de protesto por parte de auditores fiscais, técnicos tributários e auxiliares de serviços fiscais da Secretaria de Finanças de Rondônia (Sefin).

Faixas fixadas em frente ao Posto Fiscal deixaram os caminhoneiros informados acerca dos motivos que levaram os servidores a realizarem o ato reivindicativo. Numa delas estava escrito: “POSTO DA MORTE: Aqui morreu um colega. Vítima do descaso” (se referindo a morte por atropelamento do fiscal Fábio Luiz de Lima – de 26 anos-, ocorrida no último dia 27 de julho, durante o exercício de trabalho). Os servidores reivindicam medidas de segurança no local, como lombadas e iluminação, para que mais pessoas não sejam vitimadas.

Para o representante dos auditores fiscais em Rondônia , Mauro Roberto,  é bem apropriada a denominação “Posto da Morte”, dada ao Posto Belmont por um jornal eletrônico da Capital. Ele acrescenta que “a falta de iluminação nesta área onde há constantes casos de assaltos e a falta de medidas de segurança para evitar acidentes, são fatores que colocam em risco, não apenas os fiscais, como também a vida dos contribuintes que descem de seus veículos para receberem atendimento. Por tal motivo, muitos caminhoneiros têm reconhecido e apoiado o nosso movimento”.

Luiz Henrique foi um dos caminhoneiros que manifestaram apoio  ao movimento dos servidores da Sefin: “Acho que os fiscais estão certos! Eles precisam trabalhar, mas trabalhar desse jeito não dá! Colocando a vida em risco. E a agente também corre risco! Tem que ser resolvido logo a situação desse posto senão vai continuar tendo esses movimentos, aí os mais prejudicados somos nós [os caminhoneiros]”, declarou Henrique

E o veterano José Carlos Monteiro, que trabalha há 22 anos fazendo entrega de combustível, revelou que escapou de ser atropelado  duas vezes em frente ao Posto Belmont. “Eu moro em Ji-Paraná, mas quase todo dia venho a Porto Velho para carregar a carreta, e passo por esse posto para carimbar nota. E teve duas vezes que eu quase morria aqui em frente: uma vez foi uma moto que ia me atropelando; e a outra vez foi um carro pequeno que dobrou aqui com muita velocidade e quase me atingia de cheio”, detalhou Monteiro.
Publicado em Notícias.

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